
O que ficou definido sobre o descredenciamento, como fica o preço para quem vem do convênio, o que pode e o que não pode ser comunicado antes da hora, e o ajuste do conteúdo do Instagram para alcançar público novo. Cada ponto com responsável e prazo.
Multiplica Digital · Medeiros Neto · +55 (85) 98808-0404 · medeirosneto@multiplicadigital.com.br
A reunião tratou de dois pontos trazidos pela Dra. Helena. O primeiro é uma decisão já tomada: o descredenciamento da Unimed, com os retornos encerrados em 2026 e nenhuma agenda de convênio a partir de 2027. O segundo é um ajuste no conteúdo do Instagram: mais vídeo e menos peso na imagem estática, para alcançar público novo.
Os dois são o mesmo problema visto de dois lados: sair da Unimed exige preencher a agenda particular, e preencher a agenda exige um conteúdo que gere contato e que a Dra. Helena consiga sustentar. O trabalho da Multiplica nas próximas semanas é ligar as duas coisas e passar a medir o que hoje não é medido.
Decisão comunicada, não em avaliação. É tudo ou nada: sem grupo de antigos e sem exceção. Os pacientes são avisados ao longo deste semestre, na consulta, e quem estiver na agenda de 2026 chega ao valor particular por uma régua de dois anos.
Mudança de proporção, não troca completa. Entra o vídeo curto de 15 a 30 segundos, com ela em cena, gravado de forma simples, duas a três vezes por semana. A imagem estática segue como apoio, e o impulsionamento passa a priorizar os vídeos.
"Por mais que eu ache que eu ainda não tenha paciente particular o suficiente para me manter em todos os meus turnos, enquanto eu não tirar a Unimed eu não vou conseguir ter." O corte vem antes da substituição estar pronta — e é esse vão que a estratégia precisa administrar.
O que ficou definido na reunião, sem interpretação.
A Dra. Helena vai pedir para sair da cooperativa. A decisão chegou pronta à reunião — não foi debatida, foi comunicada.
Sem manter um grupo de pacientes antigos e sem abrir exceção. O meio-termo foi descartado justamente porque é ele que gera o desgaste.
Combinado com a Pâmela: cada paciente é avisado na consulta de que aquele é o último retorno pela Unimed.
A partir de 2027 não há mais agenda Unimed.
Chegou-se a cogitar oferecer a condição apenas em horário menos disputado, como contrapartida para que ela não parecesse um favor. A régua tornou isso desnecessário: quem vem da Unimed já está pagando mais do que pagava, não menos. Fica registrado para não voltar à mesa sem motivo novo — e para que a agenda do particular não seja fragmentada à toa.
As razões apresentadas pela Dra. Helena. Ficam registradas porque são o argumento que sustenta toda a estratégia — não são desabafo.
Hoje o particular tem apenas dois turnos — quarta e sexta de manhã — e só no ANGIOCENTRO. Paciente que só pode à tarde não é atendido, porque a tarde é da Unimed e ela não quer misturar os dois públicos.
Paciente paga a primeira consulta e o retorno, descobre que ela atende pela Unimed e migra. Ela perde justamente quem tem condição de pagar, e o caso complexo fica do lado onde não há tempo para resolvê-lo.
Na consulta particular ela cuida também da parte de diabetes e da parte psiquiátrica. Na Unimed não há tempo para esse acompanhamento ampliado.
Ela é obrigada a liberar horário para paciente novo, ainda que só para o ano seguinte. Não pode ficar apenas com os próprios pacientes — e daí vem a pressão por encaixe.
De cinco a dez mensagens por dia de paciente Unimed: revalidação de exame não realizado no prazo e refazimento de receita para continuar retirando medicação. Já foi tentado restringir isso à consulta, sem sucesso.
Mesmo com dois turnos cheios, o ajuste é constante — "é irmão de fulano", "é amigo de fulano". É o custo invisível que não aparece na remuneração da consulta.
A saída da Unimed não é só liberação de agenda: é a remoção de um concorrente interno. Hoje o mesmo paciente tem duas portas para a mesma médica, e escolhe a mais barata. Fechada essa porta, a captação particular passa a competir apenas com o mercado — e não mais com a própria Dra. Helena. É isso que torna o corte defensável mesmo antes da agenda particular estar cheia.
Como o paciente que vem da Unimed chega ao valor particular sem que isso custe nada a quem já paga.
Com retorno incluído. Esse é o valor cheio e ele não é reduzido para ninguém — o que existe é um caminho até ele, com prazo definido.
O paciente segue sendo atendido pela Unimed e é avisado, na consulta, de que aquele é o último retorno pelo convênio. Estar na agenda deste ano é o que dá direito à condição do ano seguinte.
Quem estava na agenda de 2026 paga 50% em todas as consultas de 2027. Tempo suficiente para se organizar financeiramente e não interromper o acompanhamento.
A condição se encerra na data combinada desde o início. A partir daí não há mais duas tabelas: todo paciente da Dra. Helena paga o mesmo.
Pagava R$ 600 e continua pagando R$ 600. Nenhum paciente novo passa à frente dele em condição melhor, em nenhum momento da régua.
Sai de uma consulta coberta pelo plano para R$ 300 e depois para R$ 600. Do ponto de vista dele, a régua é um aumento — escalonado para ser possível.
Porque não é desconto: é um aumento aplicado em duas etapas. A Dra. Helena não pode abandonar quem está em acompanhamento, e cobrar de uma vez o valor cheio de quem nunca pagou consulta interromperia tratamento. É essa a justificativa, e ela se sustenta na frente de qualquer paciente — inclusive na frente do particular antigo, que em nenhum momento paga mais do que já pagava.
A posição da Dra. Helena foi clara, e a Multiplica trabalha dentro dela.
A Resolução CFM 2.336/2023 veda divulgação de preço e concorrência por preço na publicidade médica, além de depoimento de paciente. Material entregue individualmente a paciente já em acompanhamento não é publicidade — mas folder tende a circular além de quem o recebeu. A Multiplica escreve o material considerando essa hipótese, não a melhor delas.
Não foram tratados na reunião. Os dois primeiros pedem confirmação com advogado e não constituem parecer jurídico; o terceiro é operacional e resolve-se no consultório.
Sair de uma cooperativa não é o mesmo que descredenciar-se de uma operadora. Como cooperada, a Dra. Helena tem capital social integralizado, e o estatuto rege prazo de aviso, carência e restituição.
Vale conferir o estatuto antes de fixar 2027 como data pública, para que o compromisso assumido com o paciente seja exatamente o que a cooperativa permite cumprir.
Enquanto o vínculo com a cooperativa está vigente, anunciar publicamente a saída pode esbarrar em cláusula contratual.
A cautela da Dra. Helena quanto ao Instagram tem fundamento — e ela vale igualmente para o site, que é mídia aberta. Por isso o aviso no site ficou pendente de definição.
A régua promete um preço para o ano inteiro de 2027. Isso é um compromisso, e a secretaria precisa conseguir verificá-lo sem depender de memória.
Duas perguntas a fechar: como fica marcado, na agenda ou no prontuário, quem tem direito; e o que acontece com quem tem direito mas só volta a consultar em 2028.
Os três são baratos de resolver agora e caros de resolver depois. Uma leitura do estatuto e meia hora organizando o registro na agenda, antes de qualquer material ser impresso, evitam refazer o folder ou recuar de um compromisso já assumido com o paciente. Nenhum deles impede a decisão — todos apenas ajustam o desenho e a data.
Não é trocar tudo: é mudar a proporção. O perfil vinha muito apoiado em imagem estática e passa a ter vídeo como peça principal.
A imagem com texto pede que a pessoa pare para ler, e cada vez menos gente para. O vídeo curto conversa em vez de pedir leitura — e é o que o algoritmo entrega para quem ainda não segue o perfil. É exatamente disso que a saída da Unimed depende: imagem estática conversa bem com quem já acompanha, mas o particular precisa de público novo.
Curto, com a Dra. Helena em cena. Um assunto por vídeo: um caso, uma explicação simples, uma orientação prática.
Em casa, na sala, já arrumada antes de sair para o consultório. Sem set, sem equipe, sem roteiro decorado.
Constância vale mais que capricho. O perfil não pode parar — parado, perde o engajamento construído até aqui.
A Dra. Helena grava, a agência corta, legenda e publica. A validação dela fica no mínimo necessário.
Em papel de apoio: data marcada, informação de agenda, recado curto. O que muda é que ela deixa de ser o eixo da conta.
Ela já registrou que não quer gastar tempo avaliando legenda. Com vídeo, aprova o assunto antes de gravar — não a peça pronta depois.
Quanto da receita a Unimed representa hoje e quantas consultas particulares são feitas por mês. Com esses dois números é possível calcular quantos pacientes novos por mês a captação precisa entregar — e, a partir daí, qual verba faz sentido. Sem eles, qualquer valor proposto seria chute.
| Responsável | Tarefa | Prazo |
|---|---|---|
| Multiplica | Estratégia completa de saída da Unimed para o particular | 21/08 |
| Multiplica | Relatório do último mês do perfil — linha de baseÉ o número contra o qual todo resultado seguinte será comparado | 21/08 |
| Multiplica | Texto do folder e roteiro da secretaria com a régua de transiçãoInclui a resposta para quem não estava na agenda de 2026 e pedir a mesma condição | 21/08 |
| Multiplica | Referência de vídeo curto no formato proposto | a combinar |
| Multiplica | Estrutura do conteúdo em vídeo: temas, rotina de gravação e edição | a combinar |
| Multiplica | Instalação do pixel da Meta e da medição de contato pelo WhatsApp | a combinar |
| Dra. Helena | Confirmar a régua de transição — 50% em 2027, valor cheio em 2028 | sem prazo |
| Dra. Helena | Definir como o direito fica registrado na agenda ou no prontuário | sem prazo |
| Dra. Helena | Gravar o primeiro vídeo de teste | sem prazo |
| Dra. Helena | Encerrar todos os retornos de Unimed | 2026 |
| Pâmela | Avisar cada paciente Unimed, na consulta, de que é o último retorno | semestre |
Até 21 de agosto a Multiplica entrega três peças que andam juntas: a estratégia da transição, o relatório do último mês do perfil e o folder com a régua de transição. O relatório é o que transforma a conversa seguinte em decisão — passa a existir um número contra o qual comparar cada mês da migração.
As marcadas como "sem prazo" não são menos importantes: são as que dependem de uma definição da Dra. Helena para poderem ser datadas. A confirmação da régua é a que destrava mais coisas ao mesmo tempo — com ela fechada, o folder é escrito, a secretaria é treinada e o paciente avisado na consulta já ouve o número certo.
Nenhum deles impede o andamento. Todos precisam de uma definição da Dra. Helena antes que o material correspondente seja produzido.
O aval à régua é o que destrava o folder, o roteiro da secretaria e o discurso ao telefone. É a definição mais barata de tomar e a mais cara de adiar — cada semana sem ela é uma semana de paciente sendo avisado da saída sem que ninguém saiba o que responder quando ele perguntar quanto vai custar no ano que vem.